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Palavras despejadas, as vezes sem o menor nexo aparente, com um sentido um tanto ausente.Um blog de uma pessoa romântica, mas um tanto fria, de uma pessoa sedenta da sua companhia.

domingo, 27 de julho de 2014

Todas as Cartas de Amor são Ridículas


Todas as cartas de amor são 
Ridículas. 
Não seriam cartas de amor se não fossem 
Ridículas. 

Também escrevi em meu tempo cartas de amor, 
Como as outras, 
Ridículas. 

As cartas de amor, se há amor, 
Têm de ser 
Ridículas. 

Mas, afinal, 
Só as criaturas que nunca escreveram 
Cartas de amor 
É que são 
Ridículas. 

Quem me dera no tempo em que escrevia 
Sem dar por isso 
Cartas de amor 
Ridículas. 

A verdade é que hoje 
As minhas memórias 
Dessas cartas de amor 
É que são 
Ridículas. 

(Todas as palavras esdrúxulas, 
Como os sentimentos esdrúxulos, 
São naturalmente 
Ridículas.) 

Álvaro de Campos, in "Poemas" 
Heterónimo de Fernando Pessoa

quarta-feira, 25 de junho de 2014

A lua só olhou pro sol ...

Não dá pra fugir de você quando meus olhos encontram os seus.

Ah! que chato ficar sem você, porque eu adoro contar as novidades, mesmo

Tendo o medo que seja cortada por você, que me invade com as suas.

Assim é uma delicia termos uma infinidades de assuntos incompletos para completar!

Lhe digo uma coisa: Nem todo astro é o rei, nem toda estrela é o sol.

Imaginei "sol's" errados até te encontrar...

Ah! foda-se não você, você sabe me chame de sensível  de qualquer coisa! mesmo porque as vezes nem precisará chamar pra eu aparecer.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Um outro desvaneio de uma madrugada qualquer


Finge que não ver, finjo que não faço.
 Finge intimidar, finjo temer.
Jeito fácil esse de infringir a regra
Uma maneira de conviver.

Medo sinto de andar,
 Medo tenho de correr, 
Quando consigo respirar
 Vejo o tanto de harmonia que tem nesse lugar. 
Se ha pouco muito pranto, 
Hoje agora já não tenho o que reclamar...
Se demora parece não passar,
 Se ligeiro parece não vingar.
Tantos pensamentos soltos, 
Quantas vidas já vivi? 
Quantos lugares vi passar?

Se apesar de tudo em mim sobrecarregar
Tenho certeza que ainda nada sei de nenhum lugar
Pouco corri, pouco vivi 
E parece que centenas de vezes eu renasci! 



Jacimile Martins , 
um outro desvaneio de uma madrugada qualquer.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Olá mundo...


O mundo gira
Você gira junto
 Ou você gira o mundo
O seu ou o  de alguém....
 Ou o mundo te derruba 
Você cai sem ninguém 
Levanta e todos aplaudem
Gira o mundo, derruba tudo
Constrói tudo outra vez 
Chora , sorri é bom e ruim
Estranho e normal 
O mundo só não para,
Você sim ai cai por fim
Só não pode esquecer
Quem domina o mundo é você.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Mas um perdido achado


Uma página em branco, é isso que a vida é agora.
Já foi preto, cinza, preto muito escuro e agora é só uma página em branco, consegue  entender isso? A imensidão do vazio de uma página em branco é cruel, o não sentir chega a se misturar com o sentir em demasia, ou vise e versa, é complexo, o abstrato incerto às vezes passa a ser concretamente certo, e o que doía outrora continua doendo agora.
Deveria ter passado, mas não supera assim, não se recompõe assim, mágoa porque ainda não evoluir a tal ponto, ciúmes e até recalque por não ter, não poder, não tocar, misturando a outros sentimentos, desejos.
Noite, fria noite e o desejo nos teus beijos, ou não. Alucinação. Beijo amor, sexo... Não me apetece mais no momento, não sei em qual momento voltará a apetecer.
Saudade da vida, vida saudade.
Nessa madrugada só, observo as notas musicais do silêncio e observo as teclas agredirem a página em branco.
O ar rarefeito, a dificuldade em ser perfeito,  saudades daquela sensação da liberdade acompanhada, o que me restou agora foi a solidão...



24/01/2014