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Palavras despejadas, as vezes sem o menor nexo aparente, com um sentido um tanto ausente.Um blog de uma pessoa romântica, mas um tanto fria, de uma pessoa sedenta da sua companhia.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Mas um perdido achado


Uma página em branco, é isso que a vida é agora.
Já foi preto, cinza, preto muito escuro e agora é só uma página em branco, consegue  entender isso? A imensidão do vazio de uma página em branco é cruel, o não sentir chega a se misturar com o sentir em demasia, ou vise e versa, é complexo, o abstrato incerto às vezes passa a ser concretamente certo, e o que doía outrora continua doendo agora.
Deveria ter passado, mas não supera assim, não se recompõe assim, mágoa porque ainda não evoluir a tal ponto, ciúmes e até recalque por não ter, não poder, não tocar, misturando a outros sentimentos, desejos.
Noite, fria noite e o desejo nos teus beijos, ou não. Alucinação. Beijo amor, sexo... Não me apetece mais no momento, não sei em qual momento voltará a apetecer.
Saudade da vida, vida saudade.
Nessa madrugada só, observo as notas musicais do silêncio e observo as teclas agredirem a página em branco.
O ar rarefeito, a dificuldade em ser perfeito,  saudades daquela sensação da liberdade acompanhada, o que me restou agora foi a solidão...



24/01/2014

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