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Palavras despejadas, as vezes sem o menor nexo aparente, com um sentido um tanto ausente.Um blog de uma pessoa romântica, mas um tanto fria, de uma pessoa sedenta da sua companhia.

sábado, 14 de julho de 2012

Mais um daqueles sem titulos


Não é que ela é má, mas ela não presta, não pra mim, não é que ela seja ruim, mas ela  fica melhor sem eu, não é que eu seja ateu , incrédulo, ou desconfiado, é que sei que ela agora tem outro amado. Não é que eu não fui atrás, porque eu até tentei ir mais,  porém não posso forçar sentimentos dentro dos outros.
Não é que vá morrer sem ela, mas vou pirar...
Tranquila agora porque sei que há de passar.
Não foi meu primeiro nem segundo amor, foi forte, inesperado, bom, mas era de mais para mim. Não é que ela não me completava, mas isso eu já não podia fazer.
Não é que era tudo aquilo que eu esperava, porque naquele momento já não esperava nada, mas era ela que me fazia ri nos dias cinza e azuis da minha vida.
Era um mastro sem profundidade onde me apoiei por completo e ele caiu, caí, me derrubou. E o chão me acolheu tão aconchegadamente que eu não queria mais saí dali.
Sem forças, eu fui ao inferno, sabendo que estava lá, com a certeza de que sairia, mas naquele momento, naquela hora, eu estava lá, e era um fato, por mais que minha consciência me dissesse que eu voltaria, eu ainda estava submersa nas suas profundezas infernais. Houve momentos que eu pude levantar, mas já não sabia se queria saí, o medo que eu tinha de voltar,  da queda , dos tiros, das dores, vi uma luz  e tentei voar, mas ai me lembrei que eu não tinha mais asas e por isso estava no chão.
Èis que surgiu uma linha reta abaixo de mim e agora o que me restava não era nada, além de caí ... Novamente eu mais uma vez estava em queda livre, caindo das profundezas para outro abismo. Renegando qualquer ajuda para sair, tentei ficar, tentei me perder, mas não consegui ir até o fim, ainda caindo tentava subi, já sem certeza se queria me manter no alto, não queria viver, continuava sobrevivendo, andando , correndo e muitas vezes parando , caindo.
Bobagem ficar assim, bobagem deixar o coração se tornar o centro da vida.
“Amor por que te chamo assim, se com certeza você nem lembra de mim?”
Sentada, esperando o próximo passo, evitando outros embaraços e já confusa, e já embaraçada, matando o ultimo fio de esperança restante, fazendo de hoje um marco, uma data importante para deixar tudo para trás e viver o momento buscando positividades. Sem saber ao certo se um dia conseguirei voar novamente, minhas asas foram podadas desde jovem e elas não cresciam novamente, estranhos, mas foi assim, aos poucos me restaram cotocos de asas, que ainda me deixavam  planar, mas de uma hora para outra eu estava sem elas, sem nada, sem asas sem penas, sem poder sequer planar, sentei a observar o próximo passo, como teria que me comportar na nova fase desse jogo desconhecido por mim, onde fui massacrada, maltratada , até por certos amigos.
Abri os olhos tudo que eu consegui enxergar foi à mesma coisa que via com os eles fechados, uma escuridão havia me arrebatado, não sabia o que fazer porque não tinha para onde ir, sentada ainda, abracei meus joelhos, me encolhi tentava me proteger acho que precisava mesmo era me livrar de mim.
Havia vozes que não diziam nada, um barulho descomunal, mas não havia ninguém comigo, não havia pessoas, e todas essas vozes estavam na minha cabeça dentro de mim. Era meu silêncio interno, gritando. Seria minha consciência?
Mas que confusão, mas que coisa! Mas poxa... Eu queria levantar e queria continuar sentada, queria enxergar, queria me expressar, mas continuei calada com os olhos fechados.
Tenho a vida inteira aqui, tenho eras que sempre que saio retorno para cá, do que adianta mesmo levantar? De que me vale mesmo ter asas se vira e mexe eu me desequilibro e despenco?
O que adianta tanta liberdade se eu não me sinto livre?

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