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Palavras despejadas, as vezes sem o menor nexo aparente, com um sentido um tanto ausente.Um blog de uma pessoa romântica, mas um tanto fria, de uma pessoa sedenta da sua companhia.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Tão , tão , tão....

Sempre cercada de gente, sempre se sentido tão só. Sempre achava braços e pessoas , por mais que essas pessoas fossem diferentes, ficava só ou escondida, se quisesse. Há um passo tinha vários refúgios, preferidos três. As vezes na madrugada saia de casa e ia para outro lugar,  ia para casa de um companheiro que por vezes dividia das mesmas agonias. Algumas vezes apenas andavam juntos, até uma praça onde eles desabafavam tudo que outrora sufocava, as vezes buscavam por uma terceira companheira e ficavam acordados até o sol nascer e depois de nascido continuavam acordados, mais tarde cada um ia fazer suas obrigações. Se quisesse movimentação ou agito, tinha tudo ao alcance do seu celular, se tivesse se sentindo sedenta de elogios era fácil entrar na net e de repente se cedesse, em poucos segundos não estava mais sem companhia, nas ultimas semanas teve calor humano de mais, mas isso não basta, não é o que te satisfaz e todo o álcool ingerido para fazer esquecer que mesmo de corpo quente possui um gélido coração, parece não fazer mais efeito/sentido.
Quando queria ser mimada ia pra outro refugio, quando pequena usava esse refugio pra fugi das broncas do seu pai, era lá que ela conseguia desacelerar a mente, se é que ela consegue isso. Cresceu ficou sem tempo, sua vida mudou, cheia de responsabilidades e cobranças vindo por todas as partes, cobrada de atenção por todos, vindo de todas as direções. De repente decidiu voar e sair do seu âmbito rotineiro, quis mudar, quis  lutar, procurou a liberdade , sem ao menos saber o que é isso, já que nunca estaremos de fato livres, sempre vamos nos prender a algo, ou alguém. Mãe, pai, amigos, irmãos ou amores, maridos, namorados, amantes... Aquele lugar especial.
Sabendo que a solidão até lhe cai bem, como diria o Renato,porém nunca quis ficar só de fato. Mesmo quando se escondia, esperava ser encontrada, talvez não por qualquer pessoa, mas nunca, apesar de por vezes se visualizar só,nunca quis ficar sozinha, mesmo que antes não pensasse em se casar, ela quer ter alguém pra dormi pensando sabendo que esse alguém é teu. Ela quer por vezes acordar ao lado desse alguém, ela quer se prender, que ser livre junto,  mas não quer qualquer alguém.

Como diria Humberto Gessinger:

" Do que adianta mesmo ser livre, se tanta gente vive sem ter o que comer. Estamos sós e nenhum de nós sabe onde vai parar. Estamos vivos, sem motivos, mas que motivos temos para estar?  Atrás de palavras escondidas nas entrelinhas do horizonte dessa highway, silenciosa highway"
Correu fugiu, e agora estar aqui, meio perdia, mas sabendo que o tempo não para e que ela também não vai parar enquanto poder caminhar vai seguindo em frente, mesmo que por diversas vezes triste, não vai se entregar, mesmo por muitas vezes querendo, vai resistir.

Tão tão tão... tão seu o meu coração.

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