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Palavras despejadas, as vezes sem o menor nexo aparente, com um sentido um tanto ausente.Um blog de uma pessoa romântica, mas um tanto fria, de uma pessoa sedenta da sua companhia.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A saudade de escrever bateu, a saudade de bater escreveu


Ela estava ali sentada, deitada, em pé, desajeitada... De qualquer forma ela estava ali. Já tinha tentado achar respostas para suas perguntas, mas ai um dia decidiu não perguntar mais, e começou a viver, sem muito no que pensar, porém as vezes era inevitável não pensar, não querer as tais respostas de novo, mas ela decidiu ignorar muita coisa para não ficar obcecada por respostas que talvez não a levasse a nenhum outro caminho....
Caminho... caminhoo.... Caminho esse que ela mal sabia qual era, mal sabia é muito bondoso, caminho esse que ela desconhecia totalmente, todavia continuaria andando, porque parar seria bobagem, ela nem sabia onde era o ali que ela estava, mas estava e não podia continuar porque algo a empurrava, algo também a limitava, ela queria correntes, também queria quebrar as mesmas. Antitética como sempre, queria tudo e também nada queria.
Acordou, nem sabia se estava dormindo, nem sabia de nada, se estava em transe, se não estava em nada, apenas despertou, não sei se é o termo certo, porque se parar para analisar direito, as vezes ela parece que ainda está dormindo. Enfim, quando se deu conta de onde estava, parecia não ter mais como recuar, o lance agora era prosseguir, lutar e até o fim, coisas que ela outrora nunca tinha se dado o trabalho de fazer, era muito mais simples fugir e ignorar tudo, assim como ignora as respostas, foge do que lhe fere, procura atalhos e mais atalhos para amenizar as dores que sentes, dores que as vezes são inventadas por ela, outras pelos outros, e quando ela se lembra que queria tanto ser apática quando mais nova, se depara com um novo medo, o medo que seu desejo tenha se realizado, mas daí por pensar de mais, mesmo quando não quer, logo lembra que se sentiu medo não esta apática, só que agora está mais covarde, ignorando muito mais, porém não tem como agir de outro jeito.....Não ainda, parece um bebê desorientado, uma criança que vive em busca de instruções, que apesar dos apesares, acredita muito fácil nos outros humanos, mesmo que por diversas vezes acredite desacreditando.

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